Viramos à esquerda, começamos a subir, abracei uma amiga e comecei a chorar. Já estava escuro e estavamos a aproximarmo-nos cada vez mais. E nesse momento chorei, demasiado cedo talvez, mas aconteceu. Naqueles instantes, a minha massa encefálica pulava de memória em memória a duzentos à hora. É estranho, mas parece que quatro anos se reduziram a uns pequenos instantes, a um abraço… todos sabemos que nada termina aqui, mas o simbolismo de passar de joelhos em frente aos engravatados marca o fim da vida académica. É apenas isso, mas é um momento carregado de simbolismo, recordações e emoções. Foi para mim o momento do ano, mesmo com Brasil, queima e tudo mais, esse foi o momento do ano. É polémico, mas para mim foi…
E passou-se a queima de finalista. Oito dias a bombar, a aproveitar cada minuto, cada segundo… desde entradas conturbadas em autocarros, shots verdes de absinto, luzes verdes na boca, gelo e lima a deslizar pelas costas, cartolas sem “capot”, 4-2-3-1 a jogar pelos flancos, garrafas partidas na garagem, crosses desde Aliados - Constituição - Boavista, peluches, bandeiras de Cabo Verde, quadrados… enfim, uma série de episódios memoráveis. A queima ficou claramente marcada pela barraquinha brasileira (e pelo cheiro que a acompanhava a partir do meio da semana), pelos shots verdes de absinto e pelos casaquinhos amarelos. Foi uma semana inteira de farra, que passou muito rapidamente e que deixou saudades. Não me apetece estar a desbravar estes dias, apenas me apeteceu abrir o apetite de toda a gente para vos pôr a pensar em todos estes dias e momentos, para vos lembrar de tudo de bom que nos aconteceu durante estes PRIMEIROS anos de convivência.
Como diz o Jeff… “One thing’s for certain, when it comes the time, I’ll leave this old world with a satisfied mind…”!!
PS: Desculpem o teor emocional do post, quando toda a gente tenta não pensar nisto. Mas vejam isto pelo lado positivo, porque foi esse o objectivo!!
PS2: Eu sei que estou em falta relativamente às histórias da viagem… um dia destes, quando tiver cabeça e disposição. Já agora, PRA DANÇAR CRÉU TEM QUE TER DISPOSIÇÃO!!!!!
Sem mais nada a acrescentar, despeço-me com uma “Camueca” e até à próxima… saudações!!*